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TM 25 ANOS – As Centenárias

Setembro 13 | 21 h 30 min | Setembro 27 | 21 h 30 min

TEATRO MERIDIONAL 25 ANOS

Em 2017 o Teatro Meridional comemora um quarto de século de caminhos e de projectos criados ao ritmo dos afectos e atentos ao pulsar do mundo. Para muitos de nós tem sido um desafio profissional que se cruza e se confunde tantas vezes com a própria vida.

Hoje, mais do que nunca, ergue-nos o sentido do futuro, conscientes de que o tempo amadurece mas que, sobretudo, inquieta e nos vai tornando mais despertos para o nosso papel de criadores e comunicadores desta Arte maior que se chama Teatro.

Este futuro começou em Janeiro de 2017, com a primeira reposição de um total de 6 que irão acontecer ao longo do ano, a saber: AL PANTALONE, de Mário Botequilha (18 Jan a 5 Fev), A LIÇÃO, de Ionesco (22 Fev a 12 Mar), ANTÓNIO E MARIA, a partir da obra de A. Lobo Antunes (30 Mar a 9 Abr), O SR. IBRAHIM E AS FLORES DO CORÃO, de Éric-Emmanuel Schmitt (10 a 04 Jun), CONTOS EM VIAGEM – CABO VERDE, de vários autores cabo-verdianos (12 a 30 Julho) e AS CENTENÁRIAS, de Newton Moreno (13 Set a 1 Out). Feito o percurso pela memória, em Novembro estrearemos então o espectáculo comemorativo destes 25 anos do Teatro Meridional.

Reafirmamos o nosso sentido de caminho – o de contadores de histórias vivas -, evocando e convocando diferentes dimensões humanas, num encontro diário, ritualizado e vivo, de relação directa entre o actor e o espectador.

Natália Luiza e Miguel Seabra

AS CENTENÁRIAS
de Newton Moreno

SINOPSE
Socorro e Zaninha, uma por vocação e outra por escolha, são as mais antigas carpideiras do sertão do Cariri do nordeste do Brasil.

Chegam novamente a Lisboa, trazendo o sotaque daquele lugar e reacendem a profissão de carpir os mortos, numa tradição que remonta ao Egipto antigo e que foi extinta em Portugal nos idos anos de 1970.

Sendo centenárias não são velhas, são antigas, e choram os mortos dos outros, em cânticos, orações e lágrimas, tudo fazendo para permanecer vivas, fugindo e afugentando a Morte.

Partilhando uma cultura cujas raízes populares têm uma relação directa com a identidade portuguesa, Socorro e Zaninha comunicam com o “outro lado”, respeitosamente, através de rituais cumpridos com zelo mas também com artifícios ingénuos e divertidos.

Enquanto no presente, esperamos com elas, uma personagem que está a demorar a “desencarnar-se”, revisitamos alguns acontecimentos do seu passado que nos remetem para o início da relação entre estas duas mulheres, carpideiras e amigas e iremos com elas a vários dos velórios que fizeram parte do seu percurso profissional e humano.

SOBRE O ESPECTÁCULO
A língua portuguesa na diversidade dos seus sotaques, na polissemia dos seus significados, na riqueza de um português não canónico, mas de uma musicalidade que através da exposição das televisões já entrou nos nossos ouvidos e faz também já parte do nosso universo linguístico, foi um dos nossos pressupostos de partida. Quisemos, por isso que a locução do nordeste, sendo de uma diversidade imensa, fosse aqui encontrada numa sonoridade comum partilhada pelas personagens deste espectáculo. Percebemos que adaptar este texto e a sua linguagem a uma qualquer região portuguesa, seria escrever um outro texto e foi por este que nos apaixonámos.

Apostámos num universo claramente ficcional, propondo ao público acometer-se num conto que tem a memória arquetípica de um conto popular e uma estilização próxima de uma banda desenhada contemporânea. Este propósito de híper-teatralidade, visa convocar uma dimensão onírica e simultaneamente emocional, próxima das memórias da infância.

E, todos sabemos, que quanto menos naturalista é o desenho de um espectáculo, mais exigente é o trabalho do actor na convocação e efabulação das emoções mais profundas e este tem sido o nosso desafio, trabalhando o espectáculo como se fosse uma “cebola”, feito de várias camadas.

Sílvia Filipe e Flávia Gusmão, fazem as duas personagens centenárias e Catarina Guerreiro desmultiplica-se nas inúmeras personagens do presente e passado desta peça que é também e ainda um conto.

E era uma vez… lá vem a morte, outra vez.
.
Natália Luiza

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto Newton Moreno
Encenação e Dramaturgia Natália Luiza
Interpretação Catarina Guerreiro, Flávia Gusmão e Sílvia Filipe
Espaço Cénico e Figurinos Marta Carreiras
Música Original e Espaço Sonoro Rui Rebelo
Desenho de Luz Miguel Seabra
Assistência de Encenação Rosinda Carvalho
Fotografia de Cena Nuno Figueira
Assistência de Cenografia Marco Fonseca
Montagem Marco Fonseca e Nuno Figueira
Operação Técnica Nuno Figueira
Assistência de Produção Susana Monteiro
Produção Executiva Rita Conduto
Assessoria Jurídica Diogo Salema da Costa
Assessoria de Gestão Mónica Almeida
Direção Artística do Teatro Meridional Miguel Seabra e Natália Luiza
Produção Teatro Meridional

Data de estreia: 17 de outubro de 2013, no Teatro Meridional.

TEMPORADA TM 25 ANOS
13 de SETEMBRO a 01 de OUTUBRO 2017
Quarta a Sábado às 21:30, Domingo às 17:00

Duração 1h50
Classificação etária M/12

Detalhes

Início:
Setembro 13 | 21 h 30 min
Fim:
Setembro 27 | 21 h 30 min
Categoria de Evento:
Site:
https://www.facebook.com/events/120317271931839

Organizador

Teatro Meridional

Local

Teatro Meridional
Rua do Açúcar, 64 Beco da Mitra - Poço do Bispo
Lisbon, 1950-009 Portugal
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